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Autônomo01 de julho de 2026 2 min de leitura

Trabalho por conta própria: continuo como pessoa física ou abro CNPJ?

Carnê-leão de até 27,5% ou Simples a partir de ~6%? A matemática que todo autônomo e profissional liberal precisa fazer — com um exemplo real.

Fisioterapeutas, psicólogos, designers, consultores, personal trainers: em algum momento, todos fazem a mesma pergunta. "Vale a pena abrir CNPJ ou sigo como pessoa física?" A resposta quase sempre está na matemática — e ela costuma ser menos intuitiva do que parece.

Como o autônomo PF é tributado

Recebendo como pessoa física, seus rendimentos de clientes PF entram no carnê-leão e seguem a tabela progressiva do IRPF: alíquotas que chegam a 27,5%, mais INSS de contribuinte individual (20% sobre o que declarar, com teto). Atendendo empresas, o tomador ainda é obrigado a reter INSS e IR na fonte — o que faz muitos contratos simplesmente exigirem PJ.

Na prática, um profissional liberal PF com boa renda entrega 20% a 30% dela ao governo.

Como fica na pessoa jurídica

Como PJ no Simples Nacional, prestadores de serviço caem tipicamente nos Anexos III ou V. Com o Fator R bem administrado (folha + pró-labore ≥ 28% do faturamento), a alíquota inicial do Anexo III é de ~6% — subindo gradualmente com o faturamento.

Somando o INSS do pró-labore e a contabilidade, o custo total da PJ ainda costuma ficar muito abaixo do carnê-leão a partir de uns R$ 5–7 mil de faturamento mensal. Abaixo disso, a conta precisa ser feita caso a caso (e às vezes a PF ou o MEI — quando a atividade permite — ganham).

Exemplo com números redondos

Psicóloga faturando R$ 12 mil/mês:

  • Como PF: IRPF pela tabela progressiva + INSS → algo perto de R$ 2.800–3.200/mês, conforme deduções.
  • Como PJ (Simples, Anexo III com Fator R): ~6% de imposto (R$ 720) + INSS do pró-labore (~R$ 400) + contabilidade (~R$ 900) → ~R$ 2.000/mês, com tendência de vantagem crescer junto com o faturamento.

Diferença de mais de R$ 10 mil por ano — dinheiro que estava indo embora por falta de estrutura, não por obrigação.

O que considerar além do imposto

  • Profissões regulamentadas não podem ser MEI — o caminho é ME no Simples, com registro no conselho e, muitas vezes, sociedade unipessoal.
  • Clientes empresariais preferem (ou exigem) nota fiscal de PJ.
  • Plano de saúde, previdência e crédito costumam ter condições melhores via PJ.
  • A PJ exige disciplina: separar contas, pró-labore definido, contabilidade em dia. Sem isso, a vantagem evapora.

Quando ainda não vale

Faturamento baixo e instável, atividade que permite MEI, ou fase de teste do negócio: às vezes o certo é esperar. Abrir CNPJ por status é tão ruim quanto não abrir por medo.

Quer essa conta feita com os SEUS números? É literalmente o que fazemos na primeira conversa. Chame o Saulo — sem compromisso.

Valores e alíquotas de referência na data de publicação.

SS
Saulo Santos

Contador (CRC MG 132125/O), à frente do escritório desde 2015 em Uberlândia. Especialista em prestadores de serviço e pequenas empresas. Conheça a trajetória.

Esse é o seu caso?

Cada situação tem detalhes que mudam a resposta. A primeira conversa é sem compromisso.

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