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Folha de pagamento17 de junho de 2026 2 min de leitura

Primeiro funcionário: o passo a passo (e o custo real) da contratação

Quanto custa de verdade um funcionário, o que é o eSocial e a sequência certa para contratar sem dor de cabeça trabalhista.

Contratar o primeiro funcionário é um marco — o negócio deixou de caber só em você. Também é o momento em que a empresa entra de verdade no radar trabalhista. A boa notícia: com a sequência certa, é tranquilo. A má: improvisar aqui sai caro.

Primeiro, o custo real

A conta que importa não é o salário — é o custo total. Para um salário de R$ 2.000 no Simples Nacional:

Item Valor mensal aproximado
Salário R$ 2.000
FGTS (8%) R$ 160
Provisão de 13º R$ 167
Provisão de férias + 1/3 R$ 222
Vale-transporte (líquido do desconto) variável
Custo total estimado ~R$ 2.600–2.800

Empresas do Simples são dispensadas da cota patronal de 20% do INSS na maioria dos anexos — uma das grandes vantagens do regime. Regra prática: provisione ~35–40% acima do salário e você não terá sustos em dezembro (13º) nem nas férias.

O que é o eSocial (e por que você não deve temê-lo)

O eSocial é o sistema do governo que unifica todas as informações trabalhistas e previdenciárias: admissão, folha, férias, afastamentos, desligamento. Dois pontos importantes:

  • A admissão deve ser registrada ANTES de o funcionário começar — até o dia anterior ao início. Deixar para "regularizar depois" é a infração mais comum e mais fácil de evitar.
  • Todo evento da vida do contrato (férias, atestado, aumento, rescisão) passa pelo sistema, com prazos próprios. É exatamente o tipo de rotina que o escritório assume para você.

A sequência certa da contratação

  1. Defina função, salário e jornada — e confira o piso do sindicato da categoria na sua cidade (o piso vale mais que o mínimo nacional).
  2. Exame admissional (ASO) antes do início.
  3. Documentos do funcionário para o contador: RG/CPF, carteira de trabalho digital, PIS, comprovantes.
  4. Registro no eSocial até o dia anterior ao início.
  5. Contrato de experiência (até 45 + 45 dias) por escrito.
  6. A partir daí: folha mensal, holerite, FGTS e guias — rotina do escritório.

E se a pessoa "preferir sem carteira"?

Não existe acordo que proteja a empresa aqui. Verbalmente combinado hoje, ação trabalhista amanhã — com juros, multas e vínculo reconhecido de qualquer forma. Se o modelo CLT não fecha a conta, existem alternativas legais (jovem aprendiz, estágio, terceirização de serviços específicos, contrato intermitente) — cada uma com regras próprias. O caminho é desenhar, não improvisar.

Pensando em contratar? Traga a função e o salário pretendido — a gente devolve o custo total, o piso da categoria e o passo a passo prontos. Fale com o Saulo.

Valores aproximados na data de publicação; convenções coletivas variam por categoria e município.

SS
Saulo Santos

Contador (CRC MG 132125/O), à frente do escritório desde 2015 em Uberlândia. Especialista em prestadores de serviço e pequenas empresas. Conheça a trajetória.

Esse é o seu caso?

Cada situação tem detalhes que mudam a resposta. A primeira conversa é sem compromisso.

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